Relato de viagem: NYC pós-tormenta Sandy

A viagem foi programada com mais de 8 meses de antecedência e tudo começou por conta do show da Madonna, agendado para 12/11, e para incentivar um grupo de 4 amigos a conhecer minha cidade favorita do planeta. Obviamente, nessa época, nem havia sinal de tornado, furacão ou o que fosse.

Com roteiro pronto, ingressos comprados, passagens e apê alugado, uma semana antes de nossa chegada começam as notícias sobre a passagem do Hurricane Sandy por NY… Por ser a “guia turística” do grupo me senti responsável por acompanhar em real time o que estava acontecendo e decidir se seria o caso de adiar o nosso passeio. (Aliás, um agradecimento especial para a GloboNews que fez uma cobertura excepcional com todos os seus correspondentes).

Vendo todas as medidas preventivas tomadas pelo prefeito/governador e analisando que Manhattan tinha sido afetada, mas não tanto quanto as cidades costeiras ao redor, mantivemos nossos planos. O único risco, já que nosso apê estava localizado no Lower East Side, era não ter energia. Mas a capacidade de organização, planejamento e recuperação em momentos de crise é realmente incrível. Pelo NY Times soube que a energia seria restabelecida no bairro no sábado e nós chegaríamos no domingo, 04/11, pela manhã. Enquanto estava no aeroporto em SP, aguardando o embarque, recebo um alerta do jornal informando não apenas que a energia tinha voltado, como também instruções sobre como purificar água e alimentos fornecidas pelo sistema de meteorologia. Isso é primeiro mundo!

Deu para perceber que a Big Apple sofreu com a tormenta? Sim! Muitos sacos de lixo na rua, dia e noite, mostrando que o serviço de limpeza estava comprometido ou, presumo eu, tinha sido direcionado para as áreas mais afetadas: bairros inteiros em regiões como Brooklyn e Queens foram devastados.

Nosso primeiro dia no supermercado também foi assustador: não havia leite, ovos e manteiga e nas demais prateleiras poucos produtos sem variedade de marcas, o que não é comum em um mercado como o Whole Foods, especialmente a unidade da East Houston que ocupa quase um quarteirão inteiro.

A maior parte das linhas de metrô já estava funcionando, tanto que o Edu conseguiu ir ao jogo do NY Giants no próprio domingo, 04/11, no MetLife Stadium, em New Jersey, utilizando o sistema de transporte público com tranquilidade. Esse painel do lado de fora de uma das estações mostra como tudo é organizado.

Andando pela cidade tudo parecia normal até tentarmos almoçar no Eataly, um grande mercado de produtos italianos com diversos restaurantes. Todos estavam com cardápio restrito a no máximo 5/6 opções. Motivo? Por causa da tormenta o local ficou fechado por uma semana, estava reabrindo no dia 04/11 oferecendo o que era possível com o estoque que restara e com materiais descartáveis para evitar o consumo de água.

Vanessa, Marília e Dani desfrutando seu primeiro almoço no Eataly usando tudo descartável! Mas a comida e o vinho italiano foram excepcionais 🙂

Ainda assim, o almoço foi delicioso (como sempre) e o atendimento mais atencioso ainda! Ao final do dia, comentei com o grupo que poderia estar sendo precipitada, mas estava tendo a mesma sensação que havia sentido quando visitei NYC em abril de 2002, depois do 11 de setembro: em todos os lugares as pessoas estavam agradecidas por estarmos lá e faziam de tudo para nos atender muito, mas muito bem. E nas grandes redes de comércio, tanto nos mercados como nas farmácias, no momento do pagamento o próprio sistema apresentava a opção de doação para as vítimas da tormenta. Diante do esforço visível de agradecimento por termos mantido nossa viagem à cidade, mesmo depois de tudo o que aconteceu e, principalmente, sabendo que a doação chegaria ao seu destino, sempre contribuímos. Além de pagar os impostos que ficarão lá e dar gorjetas em retribuição ao atendimento sempre perfeito, mas dessa vez, carinhoso, especial.

E esse sentimento permaneceu durante toda a viagem. Como sempre acontece a cada visita a NYC, descobri novidades, conheci pessoas incríveis, me diverti muito e vou postar para dividir com vocês o que vale a pena.

O’brigado. So cute!!!

Por isso digo e continuo a afirmar: I love NY more than never! Can’t wait to see you again and again and again…

Salão de beleza + balada? Sim, NYC tem!

Quando o assunto é manicure, as novaiorquinas são mais práticas: ou criam moda usando o que sobrou do esmalte nas unhas ou apelam para as postiças à venda nas farmácias. Mas se você é brasileira, está passeando e precisa deixar suas mãos em dia sem perder tempo, que tal unir o útil ao agradável: tomar um drink enquanto faz suas unhas e depois se jogar na pista? Essa é a proposta do Beauty Bar, que conheci graças a uma amiga que mora em NYC.

Durante a semana (quarta a sexta) abre às 17h e inclui na programação shows de stand up comedy, sempre às 20h. No finais de semana funciona a partir das 19h; a pista de dança, nos fundos, abre sextas e sábados a partir das 22h. O som é o máximo, misturando britpop, glam, 80’s & 90’s e bandas da atualidade inspiradas nessas décadas. Não cobra entrada, apenas o que for consumido.

O preço da manicure + 1 martini é de apenas US$10, de 2a-f a 6af, das 18h às 23h; aos sábados e domingos o horário é das 19h às 23h.

Beauty Bar: 231 East 14th Street, entre 2nd Ave & 3rd Ave, pertinho da Union Square

Gostou? Então vá lá se divertir!!

 

Almoço com as estrelas

Que tal ir a um restaurante italiano maravilhoso, degustar o melhor nhoque da sua vida, acompanhado por um delicioso vinho italiano, tendo a companhia de Naomi Campbell na mesa ao lado?

Sim, essa é uma história real, que se passou no Aurora Soho. Além de tudo, o atendimento é primoroso, o lugar é um charme e os preços super honestos.

Para comer bem e ainda correr o risco de encontrar famosos, está é a dica 🙂

Aurora Soho: 510 Broome St.  T: 212 334.9020

Fotos: site do Aurora Soho

Um parque diferente

Enquanto o frio se intensifica em várias partes do Brasil, as flores da primavera colorem Manhattan. E a estação é perfeita para conhecer um parque diferente: o High Line, um ótimo exemplo de como é possível revigorar áreas até então “abandonadas”.

A antiga linha férrea elevada, construída na década de 30, deu lugar ao High Line,  que teve a primeira fase de seu projeto inaugurada em Junho de 2009. O projeto ainda está em desenvolvimento, mas a área pronta e aberta ao público já gante um bom passeio e uma vista diferente da área de West Side.

As fotos mostram quem o passeio vale a pena!

O High Line funciona diariamente das 7h às 22h. Entrada pela 14th St @ 10th Ave.

No site é possível obter o mapa atualizado e a programação de eventos e exposições de arte.

Área de descanso do High Line

Adesivo na janela de prédio vizinho ao parque

Passeio pelo High Line